Quem sou eu no rolê…
De forma resumida, eu sou a pessoa que enxerga comportamentos quando vê números. Penso que por ter esse olhar analítico não me contentei apenas com a minha formação em Estudos de Mídia na UFF, tive que ir atrás de uma nova graduação em Ciência de Dados na UFMS e um mestrado em Matemática, Estatistica e Computação aplicado a Industria na USP.
No decorrer da minha trajetória de vida, ainda curta (tenho 32 anos), pude tentar compreender diversos fenônomenos de comportamento que me fizeram perceber que a complexidade do mundo supera nossas primeiras impressões.Um like não é apenas um like, uma venda não é apenas uma venda, existe todo um processo por trás disso que culmina ou perpassa esse dado. Na minha minha vida acadêmica eu fiquei especialmente fascinado por um conceito, o de emergência.
Emergência é um fenômeno complexo onde elementos individuais simples, ao interagirem seguindo regras básicas, geram espontaneamente estruturas e comportamentos sofisticados que não podem ser previstos ou explicados apenas pela análise das partes isoladas.
Pude estudar esse conceito no meu TCC, falando sobre ‘Métricas Temporais para avaliação de grafos em análise de redes sociais’ na graduação em Estudos de Mídia/UFF, onde criei uma série de métricas para entender a emergência em redes complexas, usando dados de redes sociais. Também falei um pouco disso no TCC da pós em data science, em que fiz a ‘Observação do Fenômeno de Nós Preferenciais na Rede Social BlueSky’ e pude avaliar alguns fenômenos de quando novos nós/usuários tendem a se conectar a outros nós que já possuem um grande número de conexões; algo como os ‘ricos’ em contatos ficando mais ‘ricos’ com o passar do tempo.
Atualmente, no mestrado, estou desenvolvendo um ‘Framework Computacional para Detecção de Sinais Fracos de Mudanças Culturais em Dados Multimodais’, uma inspiração que surgiu durante minha atuação como Cientista de Dados na Natura &Co. Lá, busquei identificar sinais de mudanças culturais que pudessem prever o futuro de forma mais assertiva.
Em todas as minhas experiências, a inovação metodológica foi uma constante. Seja em vendas, marketing ou na análise de creators, sempre houve a necessidade de abordar problemas comuns sob novas perspectivas. Tive a oportunidade de aplicar esse pensamento na Fluency, liderando a área de Data Analytics, e também na Winnin e FGV, onde como cientista de dados, extraí inteligência de dados aparentemente comuns, revelando informações que frequentemente passavam despercebidas.

Janderson Pereira
Cientista de Dados e Pesquisador

